Na Primeira Pessoa

No entendimento necessário ao lançamento da indispensável Educação para os Media junto do público sénior, perceber de que os modo os idosos se relacionam diariamente com os media, é condição fundamental.
Tendo como prioridade o objectivo acima referido, o  Sénior in Media realizou um trabalho de campo que passou, não apenas pela recolha de dados de empresas especializadas no estudo das audiências, mas também pelo contacto directo com um grupo de idosos variados que, em ambientes tão diferentes como a sala de aula de uma Universidade Sénior, a sala de estar de um lar de acolhimento ou o conforto da própria casa,  confidenciaram os contornos da sua relação com os meios de comunicação.

Na busca de elementos que permitissem olhar para a realidade mediática dos idosos com a experiência do contacto directo, foram seleccionadas pessoas com experiências de vida diversas, contextos de acção heterogéneos e percepções da realidade diferenciadas.
Através da aplicação de um guião de perguntas, mais ao menos linear, foi possível averiguar alguns dos traços caracterizadores desta dinâmica mediática e ao mesmo tempo descortinar algumas ideias feitas e estereotipadas.

Ricas em abundância e em diversidade, estas entrevistas permitiram ainda  colocar lado a lado perspectivas concordantes e dissonantes em relação aos media e à sua influência na sociedade.

Mais do que uma recolha de material, este contacto permitiu conhecer a admiração da D. Augusta quando pela primeira vez constatou que pessoas se movimentavam dentro de um ecrã de televisão, ou a importância da rádio para o Sr. Jorge Pinheiro, que sendo invisual encontra nos conteúdos que ouve a sua única companhia. Guiados pela conversa do Sr. Manuel de 84 anos de idade, constatou-se a importância dos jornais gratuitos como a Dica da Semana "...Porque o JN é muito caro", e em conversa com a D. Celeste que comentou que não mexe no computador "...porque tenho medo de estragar!..".

Estes são apenas pedaços de histórias, fragmentos de realidades que importa conhecer para melhor traçar o panorama mediático dos idosos portugueses.


Polícia reformado a habitar em Vila Real, António Figueiredo de 69 anos falou-nos de todos os media e da sua relação especial com as novas tecnologias. Um exemplo que prova que as linhas dos idosos e dos novos media não têm de ser necessariamente paralelas que nunca se cruzam.



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